As usinas siderúrgicas da ArcelorMittal Aços Longos localizadas nas Américas Central e do Sul registraram, em 2009, uma receita de aproximadamente US$ 17,5 milhões com a venda de co-produtos. Conhecidos internacionalmente como By-products, os co-produtos são os resíduos gerados durante a fabricação do aço, reutilizados no processo produtivo ou vendidos para outros segmentos econômicos.
Somente as unidades brasileiras (em especial a ArcelorMittal Monlevade e a ArcelorMittal Juiz de Fora) proporcionaram um ganho de US$ 11,2 milhões, principalmente com a venda de escória de alto-forno para as indústrias cimenteiras nacionais.
Para 2010, a empresa avança no desenvolvimento de um co-produto pioneiro para reutilização no próprio processo siderúrgico: a utilização de óleo usado (doméstico e industrial) no alto-forno, em substituição parcial do coque. Os testes iniciais, realizados em Monlevade, são animadores.
A empresa pretende investir neste ano em torno de R$ 3 milhões em pesquisa e desenvolvimento de novos co-produtos. Na ArcelorMittal Juiz de Fora, por exemplo, os estudos estão voltados para a aplicação de bloquetes de concreto na pavimentação urbana.
Produzido a partir de resíduos industriais da empresa – escórias de forno elétrico, escória de alto forno e terra de Shredder (gerada no beneficiamento de sucata metálica) – o bloquete ecológico sextavado oferece vantagens em relação aos disponíveis no mercado: é 25% mais barato que outros bloquetes tradicionais, evita consumo de recursos naturais não renováveis (areia e brita) e tem maior permeabilidade, flexibilidade, resistência à compressão e característica antiderrapante.
Numa primeira etapa dos testes industriais, já foram utilizadas 1.500 unidades para pavimentar 131 m² de via próxima ao alto-forno da companhia. Na segunda etapa, serão pavimentados mais 300 m² de vias internas. A expectativa é solicitar validação comercial do produto ainda em 2010.
Usinagem On line / ABMnews