As primeiras plataformas de petróleo offshore foram construídas de madeira, mas hoje, com o avanço tecnológico e com a descoberta de petróleo no pré-sal, o uso de materiais resistentes na fabricação das plataformas se faz necessário.

Materiais estruturais

A fabricação das estruturas oceânicas, plataformas offshore dos tipos fixa, semi-submersíveis, TLPs (Tension-Leg Plataform), FPSOs (Floating, Production, Storage and Offloading), auto-eleváveis e navios-sonda, geralmente é feita com aço. Com exceção das plataformas fixas Concrete Gravity e de um modelo de plataforma semissubmersível que são feitos de concreto. Os aços utilizados na fabricação de navios e plataformas são chamados de aços de construção naval e plataformas marítimas. Os aços são formados pela mistura de ferro e carbono. A quantidade de carbono varia de 0,1 a 1,8% dependendo do tipo de aço requerido no projeto. Normalmente o aço utilizado na construção de navios e plataformas é o aço carbono comum contendo de 0,15 a 0,23% de carbono. Além do aço carbono comum, também são utilizados aços de alta resistência em regiões com grande tensão mecânica. Os aços devem ter alta tenacidade e soldabilidade. O aço naval é regido pela norma ASTM. E pelas normas de qualidade todo o aço de construção naval deve ser inspecionado e testado por uma das sociedades classificadoras internacionais: American Bureau of Shipping (ABS), Bureau Veritas (BV), Det Norske Veritas (DNV), Germanischer Lloyd (GL), Lloyd’s Register of Shipping (LR), Nippon Kaiji Kyokai (NK), entre outras. Além do aço, a solda feita na união das peças passa por rigorosos testes de qualidade, na busca de minimizar a corrosão e o colapso da estrutura nesta região fragilizada. Os ensaios não destrutivos realizados na solda são:

  • Exame visual;
  • Liquido penetrante;
  • Partículas magnéticas;
  • Radiografia;
  • Ultrassom.

Os processos de soldagem utilizados são:

  • Solda a gás;
  • Soda com arco elétrico;
  • Solda submarina;
  • Solda a laser;
  • Thermite welding;

O aço estrutural sai da siderúrgica para os estaleiros com formas padronizadas, podendo ser:

  • Chapas;
  • Barras;
  • Tubos;
  • Perfis;

As ligas conhecidas como aços inoxidáveis não são comumente utilizados nas estruturas marítimas, devido ao alto custo. Para evitar a corrosão da estrutura são utilizados metais de sacrifício compostos de magnésio ou zinco. Essa técnica é chamada de proteção catódica. Os metais de sacrifício, anodos, são mais eletronegativos que os demais metais da estrutura, criando assim uma diferença de potencial. Essa diferença de potencial faz com que o anodo seja deteriorado pela corrosão protegendo a estrutura.

 Materiais não estruturais

Peças não estruturais também são utilizadas nas plataformas de petróleo. E essas podem ser de aço, latão ou bronze, ferro fundido, alumínio, aços inoxidáveis e materiais para aplicação elétrica. Também são utilizados materiais não metálicos para revestimento e isolamento térmico, acústico ou vibratório. O ferro fundido é utilizado em peças como carcaças de bombas, pedestais, cabeços. O alumínio é utilizado quando se quer reduzir peso como, por exemplo, em volantes de válvulas e em alavancas. Folhas de alumínio são utilizadas em forros, mesas, anteparos, em lavatórios, na cozinha, forração e proteção do isolamento térmico, etc. Chapas finas de aço são utilizadas em anteparas, mobiliário, forro. Chapas finas de metais não ferrosos como latão e cobre são utilizadas em revestimentos e acessórios em banheiros, cozinha, câmeras frigoríficas, ambulatórios, e outros locais sujeitos a corrosão. Chapas xadrez, que são chapas com nervuras salientes, são empregadas em lugares escorregadios como degraus de escadas, estrado dos porões, praça de maquinas, etc. Tubulações de água, vapor e gás são feitos de tubos de aço carbono.